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Acorde Dissonante - uma nova forma de falar a mesma coisa!
Um acorde dissonante seria, como o próprio nome diz, um acorde que dissona ou não soa bem.
Acontece que muitas vezes acontece o contrario, ele soa extremamente bem. Esse é o conceito do Acorde Dissonante, quero falar do Impacto da Internet nos negócios e na vida das pessoas, mesmo discordando da maioria dos bloggeiros e outros "internéticos"...
Bom, não preciso colocar o Blog Inteiro na descrição então...

março 16, 2004

Mundo de Pontas 3- A Internet é burra... e 4. Adicionar valor a Internet reduz seu valor... 

Essa semana demorei pra por meu post, provavelmente pensaram que eu tinha desistido...

Não foi isso não, apenas tive que focar, prioritariamente, minha sobrevivência nessa semana, mas, vamos ao que interessa, continuemos nossa heresia...

Mas para compensar vou comentar, de uma vez dois tópicos do “Muda de Pontas”... OK ?

3. A Internet é burra...
Bom esse tópico precisa de um cuidado especial, quando comecei a trabalhar com computadores, no início dos anos 80, dizíamos que o computador era o Burro Veloz, faz apenas o que mandam, da forma que mandam, só que numa velocidade absurda, sem nenhum questionamento próprio, a não ser o questionamento previamente programado...

Hoje falamos em Informática, não podemos mais falar que a Informática é burra, milhões de linhas de código foram escritos para isso, fala-se em sistemas inteligentes, Inteligência artificial, auto-programação, etc...

Quando os gurus falam em Internet aqui, acabam falando apenas de sua estrutura central, essa sim, burra, da mesma forma que os computadores de hoje, mas a Interne não é apenas isso, ela evolui, a impressão que tenho é que eles falam da Internet dos anos 70 tentando defender um ponto de vista do século 21...

A internet é burra ? Bom, para mim a Internet são as milhões de pessoas conectadas, portanto, não é burra não, apesar de alguns gurus assim o desejarem, para impor suas vontades...

E o que é “pior” nesse visão (A Internet como as pessoas conectadas) A Internet tem Livre-Arbítrio, e isso é mais poderoso que tudo, pois com o pseudo-anonimato que essa multidão tem, o livre arbítrio pode ser perigoso, para quem quer impor seus conceitos : Sejam eles governos, burocratas, empresas ou gurus ...

4. Adicionar valor a Internet reduz seu valor...
Essa é grande...

A Internet nasceu no final dosa nos 60, começo dos 70, como Arpanet, um projeto totalmente militar...

Caiu nas graças das universidades e se tornou uma ferramenta acadêmica , o que aumentou muito seu valor, pois muitos projetos científicos pudera crescer graças a seu poder de troca de informações com precisão e rapidez...

Finalmente na década de 90 foi descoberta pelos “pobres mortais” e surgiu a “Internet Comercial”...

Em cada uma dessas fases milhares de pequenas alterações adicionaram valor da internet, e não acredito que seja verdade dizer que isso reduziu o valor da Internet...

Vocês acham ?

Se sim, tentem se comunicar usando os protocolos iniciais da internet, tentem enviar informações usando comandos UNIX... isso é coisa pra poucos...


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fevereiro 25, 2004

Mundo de Pontas – 2) A internet não é uma coisa, é um acordo. 

Nesse tópico acho que os autores deram uma “simplificada braba”...

Concordo que a Internet não é uma coisa, não é programação, não são hardwares, fios, etc...

Mas não concordo que a internet seja apenas um protocolo, deixa eu explicar, se for olhar do lado do relacionamento, a internet são as pessoas, como já disse no Post Inicial : “Para mim a Internet é muito mais que isso, a Internet é, ou são, os milhões e milhões de pessoas conectadas através de uma tecnologia tremendamente simples, e se um ser humano já é complexo imagine centenas de milhões deles...”

Os próprios autores já foram mais felizes no manifesto cluetrain : Mercados são conversações, hora, se internet é o mercado e Mercado são conversações, a internet não pode ser apenas um protocolo…

Agora, se estivermos falando tecnicamente, bom ai o erro é maior ainda, a Internet são um conjunto de protocolos, dentre os quais os mais importantes são o TCP e o IP, por isso TCP/IP, e ainda temos o FTP, o HTTP, o SMTP e uma infinidade de outros...

Por isso acho que esse tópico foi simplista demais...
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fevereiro 19, 2004

Mundo de Pontas - 1) A Internet Não é complicada. 

I – A Internet não é complicada

Esse é uma colocação muito perigosa, pois pode levar a uma má interpretação do seu significado, o que por sua vez, pode levar muita gente (como já levou durante a bolha do NASDAQ) a simplificar demasiadamente as coisas e ai meter os pés pelas mãos...

Realmente a Internet nasceu para ser simples, na verdade ela era simplesmente uma forma de levar as informações (militares e acadêmicas) de um lado a outro, de forma rápida e segura, com uma padronização bem simples de como isso deveria ser feito...

Essa simplicidade de conceitos fez com que a ferramenta planejada pelos militares fugisse de seu controle e se transformasse em algo totalmente inesperado, algo anárquico, mutante, quase que um ser vivo, na medida em que mais e mais usuários se conectavam a essa rede...

No Início da década de 90, surgiu um conceito, o Hipertexto, através de um simples link era possível integrar num único documento, informações de qualquer local do mundo, de qualquer servidor conectado, estivesse ele na linguagem que estivesse, isso levou a simplicidade a um outro patamar, a simplicidade dos “seres humanos comuns”...

Sim passamos de uma simplicidade relativa (simplicidade para aqueles que conheciam o UNIX e seus comandos) para uma simplicidade absoluta: Basta ter um micro e saber dar o click nas palavras com cor diferente, e pronto, tudo funciona perfeitamente...

Bom, nem tão perfeitamente, o ser humano, que de simples não tem nada, continuava a inventar e “agregar valor” a rede, plugins, multimídia, segurança, etc, etc...(Isso quase entra em no tópico 4 do "Mundo das Pontas"

Até que os marqueteiros e os homens de negócio de plantão viram “aquilo”e pensaram, “se é tão simples uma pessoa de um ponto do mundo falar com outra pessoa no outro continente, porque não usar isso para divulgar minha marca e meu produto ? melhor ainda... pra vender direto?”

E ai tudo começou a complicar, não por conta da Internet, que continua simples, mas porque foram agregados dois elementos que não faziam parte dos planos iniciais : O ser humano e o mundo dos negócios, esses sim, tremendamente complexos...

Por isso não gosto dessa afirmação que “A internet não é complicada...”

A TECNOLOGIA da internet é realmente muito simples, mas será que a Internet é apenas tecnologia ?

Para mim a Internet é muito mais que isso, a Internet é, ou são, os milhões e milhões de pessoas conectadas através de uma tecnologia tremendamente simples, e se um ser humano já é complexo imagine centenas de milhões deles...

Claro, muitos dirão a Internet não é nada disso, a internet é apenas um protocolo ...

Bom, quem disser isso já leu o Mundo de pontas, pois esse é o segundo tópicos que vou cometnar outro dia...
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Mundo de Pontas  

Este Post sera um pouco diferente dos outros, quem vai escreve-la não sou eu, mas sim Doc Searls e David Weinberger, é na verdade a Introdução aos comentários que farei nos Posts seguintes :



Mundo de Pontas ("World of Ends")
O Que É A Internet E Como Não Confundí-la Com Outra Coisa
Por Doc Searls e David Weinberger



Há erros e há erros.

Aprendemos com alguns erros. Por exemplo: pensar que vender brinquedos para animais de estimação pela Web é um grande jeito de ficar rico. Não vamos repetir este.

Outros erros repetimos muitas vez. Por exemplo, pensar que:
- ...a Web, como é a TV, é um jeito de manter os olhos parados para anunciantes desfilarem comerciais;
- ... a Internet é algo que as telecoms e as empresas de mídia deveriam filtrar, controlar e de algum modo, "melhorar".
- ... não é bom que usuários de diferentes sistemas de mensagens instantâneas se comuniquem pela Internet.
- ... a Internet sofre de uma falta de regulamentações que protejam indústrias que se sentem ameaçadas por ela.

Quando se trata da Internet, muitos de nós sofrem da Síndrome do Erro Repetitivo. Isso vale especialmente para editoras de revistas e jornais, rádio e TV, TV a cabo, a indústria de discos, a indústria de cinema, e a indústria telefônica, para mencionar apenas seis.

Graças à enorme influência dessas indústrias em Washington, a Síndrome de Erros Repetitivos também afeta legisladores, reguladores e mesmo os tribunais. No ano passado a transmissão radiofônica pela Internet, uma indústria nova e promissora que ameaçava oferecer aos ouvintes escolhas muito superiores às oferecidas pelas cada vez mais uniformizadas (e paleolíticas) emissoras AM e FM, foi assassinada no berço. Armas, munições e ocasionais gritos de encorajamento foram supridos pelas gravadoras e pelo DMCA (Digital Millenium Copyright Act), que incorpora todos os receios dos dinossauros-alfa de Hollywood quando fizeram lobby para a sua aprovação pelo congresso americano em 1998.

"A Internet interpreta a censura como um defeito e roteia para contorná-la", foi uma frase famosa de John Gilmore. E é verdade. A longo prazo, rádio via Internet vai fazer sucesso. Sistemas de mensagens instantâneas irão se intercomunicar. Empresas estúpidas vão ficar espertas ou morrer. Leis estúpidas vão ser revogadas ou substituídas. Mas por outro lado, outra frase famosa, esta de John Maynard Keynes, diz "a longo prazo, vamos estar todos mortos".

Queremos evitar essa espera.

Basta prestar atenção para o que a Internet realmente é. Não é difícil. A Internet não é mecânica quântica. Olhando de perto, nem é ciéncia de 6a. série. Podemos acabar com a tragédia da Síndrome do Erro Repetitivo nos nossos tempos - e economizar alguns trilhões de dólares em decisões imbecis - se lembrarmos de um simples fato: a Internet é um mundo de pontas. Você está numa ponta, e todos os outros, e todo o resto, estão nas outras pontas.

Claro, isso é uma declaração simplista sobre todo mundo possuir valor na Internet, etc. Mas também é o fato básico e palpável decorrente da arquitetura técnica da Internet. E o valor da Internet se baseia na sua arquitetura técnica.

Felizmente, a verdadeira natureza da Internet não é difícil de entender. Na verdade, apenas uma dezena de afirmativas fazem a diferença entre a Síndrome do Erro Repetitivo e a Iluminação:
1- A Internet não é complicada.
2- A Internet não é uma coisa, é um acordo.
3- A Internet é burra.
4- Adicionar valor à Internet reduz o seu valor.
5- Todo o valor da Internet cresce na sua periferia.
6- O dinheiro se muda para os subúrbios.
7- Não é o fim do mundo, é um mundo de pontas.
8- As três virtudes da Internet:
8.1- Ninguém é dono.
8.2- Todos podem usá-la.
8.3- Qualquer um pode melhorá-la.
9- Se a Internet é tão simples, por que tantos se enganam sobre ela?
10- Poderíamos parar de fazer certos erros imediatamente.


Daqui para a frente os autores detalham cada um dos 10 tópicos colocados acima, esses comentários estão, como já falei anteriormente, lonk acima (topo da página a direita), a partir de agora cometerei a heresia de tecer meus comentários, fruto de minha experiência como consultor, professor e profissional Web, críticas podem ser colocadas nos comments.
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fevereiro 09, 2004

Porque acorde Dissonante ? 

Inicialmente fiz o plano para um livro pensei em iniciar o primeiro capítulo discutindo o Manifesto ClueTrain (Trem das evidencias), um Manifesto escrito por Chris Locke, Doc Searls, David Weinberger que, em 1999, virou site, que virou livro, e que virou a cabeça de muita gente, preconizava o impacto da Internet no mundos dos negócios, “O fim dos negócios como nós conhecemos”, dizia o subtitulo do livro…

Porém conversando com algumas pessoas, dentre elas destaco o Hernani Dimantas, autor do Site que virou Livro Marketing Hacker, vi que realmente o manifesto estava super discutido, que seria melhor discutir o novo (nem tanto) trabalho de Doc Searls e David Weinberger, : Mundo de Pontas (World of Ends).

Pensando um pouco mais e me conhecendo como conheço (sei que esse livro demoraria a sair, e provavelmetne quando saisse seria ultrapassado...) resolvi mudar o projeto e escrever um Blog, mesmo "Nào acreditando nos Blogs"...

Tanto o Manifesto, como a Integra do artigo World of Ends podem ser lidos no nos links deste blog (que colocarei asism que descobrir como...)
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Porque um Blog ? 

Quem me conhece das listas de discussão sabe que não acredito em Blogs, nem em Software Livre...

Então porque escrever um Blog ?

Bom, deixa eu explicar o quero dizer quando falo "Não Acredito..."

Na verdade Não acredito que uma tecnologia, seja ela qual for, vá mudar o ser humano por si só…

Acho que o ser humano continua, em sua Essência o mesmo ser humano que saiu das árvores, dominou o mundo e inventou toda essa tecnologia que temos : Um animal movido por instintos básicos, como todos os outros animais ditos, por nós, inferiores...

Esses instintos, por mais que tentemos escondê-los com nossa capacidade de memorização e racionalização a que chamamos de inteligência, fazem com que sejamos egoístas e competitivos, mesmo estando numa era que, pretensamente, chamamos de “Era da Colaboração”…

O mundo ainda está muito longe disso, e isso é natural...

Até hoje, se entrarmos para o “interiorzão do Brasil”, encontraremos condições de vida que, teoricamente, não existem há dezenas, centenas de ano, essa semana mesmo se falou de trabalho escravo no norte do país

E estamos falando em colaboração plena ? Em uma sociedade onde o conhecimento e a informação é um bem de livre acesso ?

Muita gente das listas me chama de “Pragmático”...

Engraçado é que alguns amigos meus, profissionais de executivos de sucesso, me chamam de “Visionário”...
Tai, vou assumir essa “assinatura, “Visionário pragmático”, gostei...

Por isso digo, Não acredito em Blogs, Software Livre, Tecnologia... Acredito no Ser Humano, acredito na evolução, acredito que temos realmente uma chance de sermos uma sociedade colaborativo, mas não nessa geração, talvez nem na próxima, mas talvez em 40 ou 50 anos...

Como preciso e pretendo sobreviver até mais que esses 50 anos, vou continuar com meu “pragmatismo visionário” (também gostei dessa...)...

Voltando a pergunta original, porque um Blog?
Como diria minha vó, dona Encarnação, (uma velhinha simpática e 100% lúcida de 93 anos) “No creo em las brujas, pelo que las hay, las hay...”
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